IBIÚNA ELEIÇÕES 2024 – ESTE ANO, MEU VOTO SERÁ SANITÁRIO

Vitrine online, visando a contribuir com o processo eleitoral deste ano no município de Ibiúna, iniciou a publicação de uma série de matérias em prol do voto popular livre e consciente.

Nas eleições de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral, sobretudo considerando a epidemia da Covid-19, adotou uma série de protocolos sanitários, uso de máscaras, álcool em gel disponibilizado para os mesários e eleitores, manutenção de distância uns dos outros. Até mesmo pediu que levassem as próprias canetas para assinar o caderno de votação.

Se o eleitor fazer uma busca no Google verá que isso aparece na explicação do “voto sanitário”.

Mas, observando a realidade em que estamos envolvidos neste ano eleitoral nos municípios brasileiros, no dia 6 de outubro, portanto daqui a pouco mais de seis meses, decidi sufragar o meu voto que denominei “voto sanitário”.

Acredito que, com essa minha iniciativa, cumprirei meu dever de votar de modo consciente, pelas seguintes razões:

  1. Como sanitário diz respeito a um organismo saudável, que  funciona bem, e diz respeito à saúde pública, acredito que estarei fazendo um bem para a cidade em que vivo, elegendo políticos mentalmente saudáveis, que não sejam portadores de nenhum tipo de sociopatia, que tenham respeito pelos seres humanos e pela natureza;
  2. Mencionei o termo sociopatia sem ter ninguém em mente de modo específico, mas na condição de sociólogo que observa os fatos políticos do meu país e as terríveis consequências, quando elegemos algum celerado, sem compaixão pelo próximo, que em geral é incapaz de se compadecer das dores dos outros;
  3. Como existe uma grande diversidade de sociopatas, inclusive aqueles que jamais poderíamos imaginar que sejam portadores de desvios mentais, porque são, em geral, figuras que conhecem muito bem a arte do disfarce, então é preciso ficar atento, pois quem acaba sofrendo por seguidos anos é (quem?] exatamente os cidadãos eleitores.
  4. Aparentemente, não precisaríamos perder tempo com esse tipo de decisão eleitoral se as coisas fossem diferentes do que são, mas elas são exatamente assim e, não é sem razão, que o povo de modo geral considera a política uma atividade deplorável, pelas atitudes dos próprios políticos [nem todos, obviamente] que, não raro, vivem de braços dados com a corrupção, a pior forma de tirar proveito do poder.

Bem, é igualmente saudável lembrar que o voto é uma manifestação da vontade livre e soberana dos cidadãos e esse é o melhor modo de exercer a democracia.

Por isso mesmo, é preciso estar “vacinado” contra falsas promessas, oferecimento de dinheiros e dos mais variados objetos em troca de voto.

Já dissemos nestas mesmas páginas, não se deixe enganar pelas mentiras, pelos tapinhas nas costas, pela conversa fiada, pois a primeira coisa que um político eleito faz exatamente, além de brindar a vitória com seu agrupamento político, é esquecer de você. É assim ou não é?

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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