IBIÚNA – PARTICIPAÇÃO SOCIAL CRÍTICA PODE DESTRAVAR A CIDADE

Existe um jeito de contribuir para que uma cidade possa melhorar, pouco divulgado para a população.

Trata-se da participação social crítica. Essa forma é apropriada para que haja uma consciência necessária, que permite aos cidadãos se tornarem livres das influências que, de alguma forma, contribuem para a manutenção de uma espécie de cegueira política.

A propósito, tenho aprendido tanto com as autoridades executivas e legislativas, que cheguei mesmo a duvidar se disponho de uma rede de neurônios suficiente para armazenar tantas informações.

Da mesma forma, tenho refletivo sobre os efeitos desses conhecimentos sobre a minha plasticidade sináptica, incluindo a possível causa de que possa haver instabilidades reativas no meu circuito neural.

Mas, vamos ao que interessa! Por meio de uma participação social crítica, os cidadãos naturalmente deixarão de lado uma acomodação que pode ser eterna, se nada se fizer e tudo ser pura e simplesmente aceito como algo imexível.

Sabemos hoje, por conta por uma infinidade de estudos sobre o poder, que nenhuma autoridade nasce pronta e competente para exercer suas funções previstas nos requisitos exigidos, nas normas legais e na força das tradições.

Isto significa, como acontece habitualmente, que todos podem se equivocar, cometer falhas e erros diante das complexas máquinas públicas, um ambiente em que pode acontecer tudo, menos uma harmonia celestial e angélica duradoura.

Um dos pressupostos mais comuns são os estereótipos: as pessoas sabem que devem se comportar de acordo com regras aceitas como verdades indiscutíveis e é isso que mantém as estruturas funcionando maquinalmente.

Isso inclui preconceitos contra pessoas raras que pensam diferente e querem mesmo contribuir com seus talentos para que as melhorias ansiadas pela população, nos  mais diferentes setores, de fato aconteçam.

A participação social crítica obviamente exige o surgimento de um cidadão maduro e equilibrado, porque estamos aqui preconizando a crítica construtiva e não a destrutiva que a ninguém deve interessar, embora, convenhamos, é a que lidera massivamente no ranking das redes sociais.

Enfim, o cidadão que se comporta como crítico social exerce sua responsabilidade no mais nobre sentido político que define a cidadania. Não é à toa que a palavra cidade é que lhe confere esse título, por causa dos seus direitos e deveres.

No fundo, agindo assim toda a comunidade ganhará, pois estará dando passos para celebrar o andamento do processo de civilização no que diz respeito ao bem-estar que todos queremos. (Carlos Rossini é jornalista, diretor da TVUNA e editor de vitrine online)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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