IBIÚNA – MORADORES RECLAMAM DOS SERVIÇOS NAS ESTRADAS MUNICIPAIS

A situação precária das estradas municipais em Ibiúna está colocando em xeque a reputação do Programa “Boa Estrada” lançado pela atual administração, sobretudo com as chuvas, com previsão de mais ocorrências nos próximos dias.

As ruas das fotos que abrem esta notícia, no bairro da Cachoeira, se chamam respectivamente Carlos Gomes e Jorge Amado, “porém todas as ruas estão intransitáveis”, afirma Diogo Santana, morador no bairro que, como muitos outros, se mostram insatisfeitos com as péssimas condições das estradas.

Na queixa, o leitor comenta: “Aí, prefeito mídia pura Mário Pires, olha a situação do bairro da Cachoeira. Só postei duas ruas, mas todas as ruas [estão instransitáveis]. Passarm a máquina e não jogaram pedras, não fizeram saída de água. Péssimo serviço, Mário Pires”.

Sobre o mesmo problema, Antônio Júnior descreve: “Ibiúna pede socorro, abandono geral!”.

“Eu nem sabia que tinha administração em Ibiúna”, ironiza, também se referindo às condições das estrada, Clodoaldo Silveira Barros.

Enquanto redigíamos esta notícia, um funcionário municipal, também se referindo à situação das estradas no bairro da Cachoeira, escrevia: “Não adianta passar as máquinas sem programação de administração.”

E cita um exemplo prático: todo mundo pode saber a previsão do tempo. “Basta fazer a consulta. Se vai chover, não passa a máquina. É simples de tudo!” E conclui:

“Agora, passa a máquina, amanhã chove fica barro mesmo. Falta de administração.”

Coincidentemente, o prefeito, em pessoa, tem gravado vídeos em estradas, ao lado de motoniveladoras, com o objetivo de mostrar serviço à população, diante de um dos maiores problemas crônicos no município que são as condições precárias das estradas que, historicamente, complicam a vida dos produtores rurais para o escoamento da produção. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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