IBIÚNA – POPULAÇÃO SOFRE COM FALTA DE ÔNIBUS, MAIS UMA VEZ

A população de Ibiúna, mais uma vez, sofre intensamente com a redução das linhas de ônibus da Viação Raposo Tavares que foi adotada a partir de ontem (16) em todo o município.

Em comunicado a empresa classificou a redução de ônibus e itinerários de “adequações temporárias”, sem, no entanto, esclarecer a natureza dessas adequações.

As alterações provocaram um grande transtorno a trabalhadores que contavam com as linhas, mesmo com horários insatisfatórios, para seguir e voltar para as suas casas do trabalho, estudantes, para consultas médicas, realizar compras, pagar contas.

Vitrine online apurou hoje (17) que 40% da frota deixaram de operar por conta da medida adotada pela Viação Raposo Tavares.

As redes sociais ficaram carregadas de reclamações dramáticas da população. A passagem de ônibus custa RR 5,90.

Em nota, a Prefeitura afirmou que “não autorizou a redução anunciada” e que está “exigindo esclarecimentos da concessionária e adotando medidas para preservar o atendimento à população”.

Além disso, a Prefeitura teria encaminhado ao Fórum da Comarca de Ibiúna uma liminar objetivando obter o retorno das linhas que foram retiradas da circulação.

SOFRIMENTO

Redução de horários e itinerários está causando grande transtorno na população ibiunense, além do frio e da chuva.

Vitrine online esteve hoje no Terminal Rodoviária quando pode testemunhar o sofrimento, sobretudo da população mais simples, por conta da redução dos horários e itinerários.

Diante do painel de horário dos ônibus, uma senhora dizia “isso é um absurdo”, enquanto outras procuravam saber se tinha este ou aquele horário para bairros específicos.

Entre centenas de comentários nas redes sociais, Mary Santos aponta “o descaso com a população, porque tem bairros que tiraram o horário de retorno das cinco. Aí, os professores saem às 16h50 cadê os ônibus para voltar. Só tem às 19h.”

Juliet Dutra: “Tanto a Prefeitura quanto a empresa precisam cumprir o que foi firmado no contrato. Não adianta culpar só um lado.”

Renam Vieira: “Nós precisamos dos transportes públicos para ir e voltar do trabalho e, eles muitos políticos, até mesmo o prefeito, tem transporte particular.”

Michele de Oliveira: “Já faz tempo que essa empresa de ônibus vem pintando e bordando na cidade…ônibus sucateados que mais chove dentro do que fora, tudo sujo.”

Suzi Ferreira: “O horário de ônibus em Ibiúna, que já era péssimo, piorou. Moro no bairro do Gabriel, onde faz tempo que sofre com falta de ônibus. Para trabalhar, dependo do transporte coletivo, que deveria atender melhor toda a população. Minha rotina estava toda planejada, agora nem sei como irei trabalhar na quarta-feira (ontem).”

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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