IBIÚNA – PROBLEMAS COM TRANSPORTE AFETAM CREDIBILIDADE DA RAPOSO TAVARES
Há em todo esse polêmico e triste fato social envolvendo a Viação Raposo Tavares, que criou grandes transtornos à população de Ibiúna, ao reduzir o número de ônibus e itinerários em Ibiúna no último dia 16, um aspecto ainda não citado, mas merecedor de atenção do ponto de vista empresarial.
Mais dia, menos dia, essa questão terá que ser resolvida, caso contrário se tornará um beco sem saída ou um impasse absurdo.
A Viação Raposo Tavares foi fundada em outubro de 2006 e tem sua sede em Cotia. Inicialmente funcionou como Auto Viação Bragança Metropolitana. A empresa opera serviços de transporte coletivo na Grande São Paulo, com forte atuação em Cotia e região.
Está atuando em Ibiúna desde 2019, contratada pelo governo João Mello.
Toda empresa tem uma marca e toda marca tem um valor. O valor da marca (brand equity, em inglês) corresponde ao valor econômico, estratégico, e intangível que um nome comercial agrega a um produto ou serviço, indo muito além dos ativos físicos da empresa.
Construir uma marca forte leva tempo e é fruto da reputação, clareza e consistência no mercado em que atua.
A familiaridade que o público tem com o nome e a identidade de uma empresa é decisiva para o seu sucesso continuado dos negócios, e está diretamente ligado à qualidade [dos produtos ou serviços] que é percebida.
Nesse contexto se incluem a avaliação e a confiança do consumidor no produto ou serviço ofertado. Isso inclui valores, sentimentos e vínculos emocionais que os indivíduos estabelecem em relação a uma marca.
A pergunta que não quer calar é: qual a imagem que a população faz da Viação Raposo Tavares, depois de todos esses nefastos acontecimentos?
Quem se der ao trabalho de ler os comentários dos usuários da Viação Raposo Tavares perceberá facilmente o quanto sua imagem (marca) está sendo abominada pela população.
Será que a inteligência gerencial da empresa está se dando conta desse estrago que está sendo feito à sua imagem pública? Ou será que isso não terá nenhuma importância, tanto faz? Será que contam com o velho adágio de Maquiavel: o povo teria memória curta e logo esqueceria os problemas vividos, assim que eles forem equacionados?
Bem, seria necessário fazer essas indagações aos seus responsáveis, para obter uma resposta precisa.
Uma conclusão, no entanto, se coloca: pelo menos por um bom tempo essa empresa terá um gigantesco passivo emocional perante toda uma coletividade que está sofrendo dramaticamente por não estar sendo servida [muita gente] pelo único meio de transporte com o qual conta no imenso e complexo território viário ibiunense. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)
