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ASSOCIAÇÃO DE EQUOTERAPIA DE IBIÚNA TRABALHA COM PADRÃO DE EXCELÊNCIA, TEM FILA DE ESPERA E PRECISA DE APOIO

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B. estava para nascer de parto natural, a mãe tinha dezoito anos na época. O médico percebeu que havia alguma coisa errada. O cordão umbilical estava enrolado no pescoço do bebê. Optou por uma cesariana. Entre um procedimento e outro faltou oxigênio. O menino, um belo garoto, nasceu com paralisia cerebral.

Seu braço direito ficou paralisado, não conseguia ficar de pé, apenas conseguia se arrastar e perdeu a fala também. Quem o vê hoje e conhece sua história se emociona com seu estado atual. Em vez de se arrastar pelo chão anda com um pouco de dificuldade e também corre. Em vez de manifestar agressividade se tornou calmo, brincalhão e sorri e se comunica satisfatoriamente considerando seu estado. Progride a cada dia, tem acompanhamento na AACD, está na escola e com a mão esquerda escreve e desenha como pode.

B. é um dos quinze praticantes de equoterapia [9 crianças, 4 adultos e 2 adolescentes] na Associação Filantrópica de Equoterapia de Ibiúna – AFEI, fundada em 2015 e que funciona no Recanto Galícia, no bairro da Ressaca, no município de Ibiúna, altura do km 82,5 da rodovia Bunjiro Nakao. Treze dos atendidos são vulneráveis.

Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos que funciona com um corpo de voluntários que se dedicam ao trabalho com paixão, competência e responsabilidade dignas tanto de respeito quanto de apoio. Márcia Verde é equitadora; Mayara Soares Verde, fisioterapeuta; Maria Rosicler Gallerani Emílio, psicopedagoga; e Sheila Soares, psicóloga.

O trabalho que realizam – vitrine online pôde testemunhar – é de excelência profissional e técnica em todo o processo, começando pela avaliação física, psicológica e pedagógica dos praticantes da equoterapia. A equipe funciona de modo integrado com as respectivas competências especializadas.

A AFEI oferece quatro modalidades de equoterapia: hipoterapia; educação e reeducação; pré-esportiva; e prática esportiva parequestre.

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PATOLOGIAS

Os praticantes [esse é nome dado aos que praticam a equoterapia] são atendidos com diversos tipos de patologias, como autismo, paralisia cerebral, doença de Parkinson, fobia social, hidrocefalia, traumatismo craniano, trauma-raque-medular, síndromes de Down, De George e Asperger.

A Associação está desenvolvendo projetos que atendam não só indivíduos com deficiência, mas pessoas que sofreram algum tipo de abuso físico, social ou emocional, sobretudo em lares desestruturados, assim como dependentes químicos, além de esclarecer e dar suporte às famílias.

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FILA DE ESPERA E APOIO

Como resultado da qualidade dos serviços prestados comprovada pelos pais dos praticantes [vitrine online entrevistou duas mães e um pai] a fama da AFEI se espalhou. Hoje existe fila de espera e o desejo de seus idealizadores é montar mais uma equipe especializada e, por isso, pedem todo apoio possível da sociedade seja através de doações ou adoção de uma criança – o padrinho pode ser pessoa jurídica ou física. O padrinho irá custear o tratamento do praticante, sendo sempre informado das evoluções e conquistas.

Outra modalidade de colaboração é participar dos eventos promovidos pela AFEI para arrecadação de fundos para manutenção do seu funcionamento. A ajuda pode ser em forma de cessão de um local, alimentação e divulgação. Todos os patrocinadores serão divulgados dentro e fora do evento.

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POR QUE O CAVALO

O cavalo é utilizado como forma de terapia porque esse animal [todos são treinados para cumprir corretamente funções específicas, conforme as patologias dos praticantes] é o que tem a marcha mais próxima à do ser humano. “Além disso, o cavalo não julga”, diz a psicopedagoga Maria Rosicler.

A equitadora Márcia Verde faz uma revelação surpreendente: “Caminhar a cavalo movimenta de 1.800 a 2.200 músculos do corpo humano, promovendo equilíbrio físico e dos neurotransmissores que influem diretamente no funcionamento cerebral.”

N. é autista. Sua mãe somente percebeu o problema quando ele tinha três anos. “Meu filho – disse – batia a cabeça na parede, se agredia, se mantinha isolado, não falava.” Com pouco mais de um ano de tratamento, “ele se tornou uma pessoa calma, carinhosa, faladora e risonha”.

G., diagnosticado com a síndrome De George, caracterizada por comportamentos introspectivos, tímidos, inseguros, problema de fala e desenvolvimento de linguagem e de relacionamento, formou-se no Ensino Médio, fez curso de desenho. Seu pai afirmou que a evolução do filho é notável. “Agora ele sabe quem é e sabe dizer não”, comemorou a psicopedagoga Maria Rosicler, que escreveu um poema a uma causa à qual se dedica com amor:

“Correr com o vento…/Ser forte como o leão…/Ser delicado como a flor…/No andar, ser semelhante ao homem/No comer e deglutir remeter ao ruído confortável do útero materno…/No olhar a doçura da brisa…/Cavalo você é o resumo de todas essas características e muito mais./ Você nos aceita e não nos julga./Cumpre suas funções e nos ajuda a cumprir as nossas. Você é o grande terapeuta/Deste método por nós utilizado.”

CONTATO

e-mail: marcia@recantogalicia.com.br

www.recantogalícia.com.br

(15) 3349-1212 – (15) 9.9724-1150 – (11) 9.9666-2585

 

 

 

 

 

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