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DEPOIS DE LER ESTA NOTÍCIA E VER AS IMAGENS, IBIÚNA JAMAIS SERÁ A MESMA PARA VOCÊ

“Você infla seu equipamento como se fosse soltar uma pipa, depois corre alguns passos e sente que seus pés já não tocam mais o chão, surge um misto de alegria e apreensão, a adrenalina vai a mil… Tenho alguns amigos que definem o voo livre com a seguinte frase: Nós sabemos por que os pássaros cantam”. Talvez essa frase resuma bem nossa sensação.” Estas são palavras do ibiunense Marcos Pires de Camargo, nesta entrevista exclusiva à vitrine online, em que faz revelações sobre as emoções de voar em um paramotor, atravessar as nuvens e observar do alto as mais belas imagens já vistas do município de Ibiúna. São de virar a cabeça e tirar o fôlego. Veja a entrevista com Marquinhos, como é mais conhecido:

Qual é a sensação ou sensações de voar em um paramotor?

Primeiramente a sensação de liberdade, de desprendimento de tudo. Quando você decola é só você e seu equipamento de voo, a partir desse momento você começa a perceber o quão grande são as coisas, e como são belas nossas paisagens, muitas vezes encobertas pelo concreto das construções.

Quando você iniciou essa atividade e como a descobriu?

Iniciei no voo livre no ano de 2010, cursando primeiramente Parapente. Desde a formação no voo livre sempre frequentava a Cidade de São Vicente – SP, onde praticava o esporte.

No ano de 2012 começou a ser mais difundido a prática de paramotor na cidade de São Vicente, foi aí que conheci o Instrutor Lu Marine, que também é fundador da Associação Brasileira de Paramotor. Nessa época surgiu então a oportunidade de praticar um novo esporte aéreo, com auxilio de motor utilizando o parapente e com a possibilidade de decolar sem a necessidade de uma montanha.

É uma atividade esportiva ou de lazer ou os dois?

É um esporte radical (de risco), mas que, seguindo todos os passos básicos de segurança e respeito com o esporte acabam te dando mais uma opção de lazer, de poder decolar de uma pequena área descampada e vislumbrar as paisagens que se escondem em meio à natureza tão bela.

O que é um paramotor?

O Paramotor é um equipamento de voo com motorização auxiliar, composto por uma asa denominada Parapente, que não contém elementos rígidos em sua estrutura e cujo comando se realiza através de controle aerodinâmico.

Pode transportar um ou até dois tripulantes, não necessita de instalações aeronáuticas para a sua decolagem e aterrissagem, pois pode ser utilizado o esforço físico das pernas como “trem principal” (Decolagem a Pé) ou a ajuda de um dispositivo de lançamento mecânico. (Decolagem Mecânica).

Sua velocidade operacional esta compreendida entre 25 km/h (mínima) e 65 km/h (máxima), com vento zero e ao nível do mar. O espaço de corrida para decolagem é de aproximadamente 30 metros, exigindo algum esforço físico dos braços do piloto para inflar o parapente e erguê-lo na posição de voo.

Quando você fez o primeiro voo, lembra-se da sensação?

Meu primeiro voo livre na verdade foi de Asa Delta na cidade de Atibaia, fiz um voo acompanhado de um instrutor, e algum tempo depois que vi a possibilidade de aprender o voo livre quando em uma visita a cidade de São Vicente.

Após o voo acompanhado pelo instrutor do curso à época fui autorizado a fazer meu primeiro voo solo. Era final de tarde, ainda havia umas 50 pessoas no clube de voo e todos ansiosos para minha decolagem que foi feita com grande sucesso e monitorada da decolagem ao pouso.

Talvez pela responsabilidade do primeiro voo, e de ter que seguir todos os passos aprendidos durante o curso, o visual foi contemplado, mas não em sua excelência, mas a sensação do voo, tanto do primeiro quanto nos demais é inenarrável. Você infla seu equipamento como se fosse soltar uma pipa, depois corre alguns passos e sente que seus pés já não tocam mais o chão, surge um misto de alegria e apreensão, a adrenalina vai a mil, e você se lembra de todos que sempre apoiam você em suas decisões, quer agradecer todo mundo, quer que todos vejam que você conseguiu, quer que todos também sintam essa sensação maravilhosa do voo.

Tenho alguns amigos que definem o voo livre com a seguinte frase: “Nós sabemos por que os pássaros cantam”. Talvez essa frase resuma bem nossa sensação.

Onde você voava antes, no Litoral (onde)?

Antes de voar em Ibiúna eu me deslocava praticamente todos os finais de semana até a Cidade de São Vicente – SP, depois de um tempo, comecei a fazer voo nas cidades de Mongaguá e também em Itanhaem, acompanhado pelos grande mestre e também Instrutor Maurício Garcia.

Depois dessa época comecei a fazer voos saindo do terreiro de casa no Bairro Carmo Messias (o primeiro voo no Bairro foi espetacular, pois pousei no Campo de Futebol, e foi uma grande multidão acompanhar o pouso, já que é único o equipamento no Município e até então poucas pessoas já havia, visto alguém voando dessa forma), e depois comecei a decolar da Represa da Cachoeira também.

Com que frequência você voa e quais são as condições ideais para o voo?

Procuro voar todos os finais de semana, no entanto é preciso observar sempre as condições climáticas e como elas se mostrarão durante todo o dia. Normalmente as melhores condições de voo para Ibiúna, principalmente para sobrevoo da represa, são na parte da manhã, até no máximo as 13h, pois em dias normais temos ventos fracos que se manifestam de noroeste, norte e nordeste.

Para qualquer voo livre, as condições de clima são essenciais, pois marcam se você terá um voo prazeroso, ou se será um voo turbulento, ou até mesmo arriscado (em casos de possibilidades de pancadas de chuva).

Como é Ibiúna vista de cima?

Ibiúna vista de cima é mais linda ainda, repleta de verde, de águas, córregos, rios límpidos ainda, um ar extremamente puro.

Nossas represas são simplesmente maravilhosas, tanto a Itupararanga, quanto a represa do França, o Parque Estadual do Jurupará e tantas outras belezas que só se vê quando está bem acima do solo.

Sobrevoar a cidade que vivo desde que nasci e contemplar toda beleza que ainda resta é simplesmente maravilhosos, uma alegria sem igual. E também poder registrar em fotos e vídeos todas essas áreas, poder dar uma foto aérea para um amigo e ver a felicidade de todos que estão no solo acompanhando o voo também é muito gratificante, um esporte que, apesar de solitário em Ibiúna, também é acompanhado por muitas pessoas, que após o voo sempre entram em contato comentando que viram o voo, que querem ver fotos, vídeos, conversar, é bem gostoso.

Que treinamento teve para voar?

Para qualquer pessoa que queira iniciar no esporte, o primeiro passo é uma avaliação médica simples, depois o novo praticante deve fazer aulas teóricas sobre o equipamento de voo e sobre meteorologia. Após isso, inicia a parte prática com treinamento em solo sobre inflagem e controle do parapente. Em seguida, vem o período de treino sobre controle do motor, de controle do parapente com o motor. Somente depois de ter cumprido todas essas etapas e conseguir realizar todos os procedimentos em solo, poderá realizar seu primeiro voo solo, monitorado via rádio pelo instrutor para a realização de todas as manobras necessárias e regras de tráfego aéreo.

Vale lembrar que todo equipamento de voo livre só é comercializado diretamente com o instrutor, pois ele é responsável por atestar se o aluno está apto ou não a voar. Essa foi uma das formas encontradas para trazer mais segurança ao esporte e dificultar a participação de aventureiros.

Ao chegar a 2.800 metros de altura, o que você sentiu? Dá para ir mais alto?

2.800 metros foi a maior altitude que consegui chegar em Ibiúna, porque as condições climáticas não me permitiram ir além naquele dia, mas a sensação é muito boa. Imagina você num ponto alto conseguindo ver toda a cidade de Ibiúna, e Cotia, Piedade, Votorantim, Sorocaba. Cada lado que você olha você vê alguma coisa mais legal e interessante, olhar por cima das nuvens e ver sua cidade pequenininha a ponto de não conseguir enxergar nenhum carro, caminhão ou qualquer coisa parecida, somente construções, mata rios e lagos.

Com relação a altitude, a altitude máxima de segurança sem equipamento adicional é 4.000 metros, principalmente por causa do ar rarefeito, mas há recorde de mais de 5.000 metros de altitude conquistado pelo meu instrutor Lu Marine, quando sobrevoou o México, mas, claro, munido de cilindro de oxigênio e contando com uma equipe bem experiente de apoio.

De onde você decola e qual a autonomia de vôo do paramotor?

Atualmente eu decolo tanto de uma área aberta ao lado de casa, quanto da Represa do Bairro Cachoeira, já que a decolagem é bem tranquila e não precisa de muito espaço para decolar. O Paramotor, com o tanque completamente cheio (15 litros), tem autonomia para no mínimo 6 horas de voo ininterruptas.

Qual foi o tempo em que você permaneceu mais tempo no ar?

Meu voo mais longo na verdade foi num voo duplo de parapente no interior de São Paulo, saindo da cidade de Torrinha e pousando na cidade de Paulínia, num voo de pouco mais de 4h30 e batendo recorde paulista de distância em voo duplo na época (117 km). Mas sobrevoando Ibiúna, meu voo mais longo foi de quase três horas, decolando do bairro Carmo Messias e sobrevoando praticamente toda a área do Parque Estadual do Jurupará e retornando ao Bairro.

Cite suas impressões dos lugares que você sobrevoou em Ibiúna

O lugar onde moro [Ibiúna], e que poucos conhecem, é absurdamente lindo, com muita mata virgem ainda e pouca degradação. A represa Itupararanga é repleta de belezas em toda extensão, gosto muito de brincar com o pessoal do Jetsky e das lanchas, sobrevoando baixo onde há essas pessoas e interagindo com elas.  No Parque do Jurupará, também com uma grande mata virgem, densa, mas infelizmente já se observam alguns pontos já habitados ou com grandes construções sendo feitas às margens da represa.

Qual sua idade e formação? 

Tenho 37 anos e nasci em Ibiúna. Trabalhei com meus pais na lavoura até os dezoito anos. Trabalho há dezenove anos na Câmara Municipal, ocupando o cargo de secretário do Processo Legislativo. Sou formado em Administração Legislativa pela Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, e pós-graduado em Direito Constitucional Aplicado pelo Complexo Jurídico Professor Damásio de Jesus.

Diga o que quiser e que não foi provocado por uma pergunta.

Nunca se prenda ao medo, seja ele de que natureza for, muitas pessoas se prendem ao medo de voar pelo medo de altura, e por incrível que pareça, as duas coisas não têm nada a ver uma com a outra. No voo livre você descobre que o seu medo à altura está mais relacionado à sua segurança e não simplesmente à altura. Esse medo desaparece no voo livre a partir do momento que você tem conhecimento completo sobre seu equipamento e que você domina todas as técnicas necessárias para o bom controle de voo em qualquer situação. Por isso, convido a todos que queiram conhecer o esporte, ou simplesmente ter o prazer de voar, não se prenda ao medo de altura, você vai descobrir que seu medo não é de altura e sim da falta de segurança.

 

G A L E R I A__________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

 

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