PARQUE ECOLÓGICO ITUPARARANGA FECHA ACESSO A VISITANTES POR CAUSA DA POLUIÇÃO DA REPRESA

Adal Marcicano, gestor do Parque Ecológico Itupararanga, informou hoje (21) a vitrine online que decidiu fechar o acesso a visitantes em decorrência da contaminação das águas da represa por baixo volume de água e por intensa descarga de esgoto sem tratamento.

Em mais de onze anos como responsável pelo parque, esta é a primeira vez que Marcicano se vê na obrigação de tomar essa decisão radical, sobretudo para evitar que as pessoas, caso entrem na água, possam sofrer algum tipo de enfermidade, principalmente na pele.

Ainda hoje pela manhã, Marcicano e Gil, guardião do parque, entraram na água embarcados em standups para avaliar o volume de lodo que se encontra no leito do reservatório.

30 CM/DIA

Nas medições que tem feito, o gestor do parque constatou que o nível das águas da Itupararanga vem caindo 30 centímetros por dia e que “se essa situação perdurar, em breve Sorocaba ficará sem água para abastecer sua população, já que 90% do fornecimento são captados da represa”.

Declarou ainda que o problema não se resume a falta de chuvas, ainda que esse fator seja muito importante, mas devido à falta de uma política correta de manejo da represa.

Além do volume de água que entra na represa ter se reduzido drasticamente, a saída é muito maior, seja para produção de energia elétrica, seja para captação para abastecimento domiciliar. “Mais grave ainda é que o volume de esgoto sem tratamento rebaixou incrivelmente a qualidade das águas a níveis preocupantes.”

PROTESTO

O Parque Ecológico somente deverá ser reaberto no dia 3 de outubro para uma manifestação “em protesto contra a destruição da represa Itupararanga”,  quando haverá uma “remada pela vida com passeio de standup e caiaque”, para o qual “convido toda a população da região, notadamente de Sorocaba que depende da água da represa”.

“Ainda não sabemos como estará o volume das águas no dia 3 de outubro, mas sairemos assim mesmo porque a situação é intolerável.”

O objetivo é chamar a atenção de autoridades dos municípios de toda a região que integram a bacia hidrográfica em que se localiza a represa, deputados, secretários do Meio Ambiente, Sabesp, Cetesb, entre outros órgãos e entidades.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *