INCONFORMADO COM O FIM DO RELACIONAMENTO…

… e a história se repete. É raro ver passar um dia sem que surja a notícia de agressão contra mulheres em todo o Brasil.A violência contra a mulher é um problema gravíssimo e assustador.

Agora mesmo, mais uma vez, a televisão mostra um homem de 20 anos, ex-companheiro agredindo violentamente a mulher elevador em um prédio comercial em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela cai e o ataque prossegue impiedosa e covardemente.

A mulher tem uma filhinha de sete meses e não quer mais conviver com o parceiro, que não aceita o fim do relacionamento e também pagar a pensão alimentícia.

Ele passou por audiência de custódia, mas foi liberado.

89 AGRESSÕES POR DIA

A Secretaria da Segurança Publica de São Paulo informou hoje (17) que 89 mulheres são agredidas por dia na Grande São Paulo.

 Em 2025, aproximadamente 3,7 milhões de mulheres brasileiras sofreram violência doméstica.

A violência manifesta-se fisicamente, psicologicamente, sexualmente, patrimonialmente e moralmente, sendo que a maior incidência recai nas mulheres negras.

Uma mulher é vítima de feminicidio a cada sete horas, a maioria (62%) negra.

No mundo, 38% dos assassinatos de mulheres são cometidos por parceiros íntimos.

As formas de violência abrangem agressão corporal, tapa, empurrão, lesão, ameaças, constrangimentos, humilhação, isolamento, controle, relação sexual forçada, abuso, retenção de dinheiro, calúnia, difamação e injúria.

ATENÇÃO! EM CASO DE PERIGO

Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher (gratuito e anônimo). Polícia Militar 190

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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