COMO DEVERIA SER O GOVERNO DA NOSSA CIDADE?
Com um pedido de licença de poética jornalística, permito-me, para o bem comum, declarar publicamente que este não é o governo que eu queria para a minha cidade.
Calma! Vou inserir um advérbio: ainda!
Pode ser que minha proverbial ansiedade tenha me feito colocar a carroça diante dos bois, como se costuma dizer no ambiente do campo.
Pois continuo na persistente torcida de que o atual governo, finalmente, vai mostrar por a+b a que veio, pois nos preencheu de promessas sedutoras e de esperanças renovadoras.
Além disso, é preciso de muita calma nessas horas, como diria um exemplar figurante da sociedade da qual fazemos parte em nosso cotidiano.
Assim consideramos que, apresentadas nossas credenciais argumentativas e nosso crachá profissional sancionado pela população que nos acompanha, e, acreditem, são milhares, pela qual somos imensamente gratos, seremos não apenas compreendidos como também reconhecido nosso objetivo de estarmos contribuindo para que as coisas boas comecem a acontecer a olhos vistos.
Ah! E seremos os primeiros a reconhecer e anunciar as alvíssaras, não tenham a menor dúvida.
Todas as linhas descritas acima surgiram de uma série de perguntas que resolvi escrever para um amigo que talvez seja um dos cidadãos mais inquietos que vive entre nós, devido aos olhares que lança diariamente àquilo que costumamos chamar de problemas que envolvem autoridades públicas.
Ele reagiu às indagações: “Isso poderia ser exposto para a população para que ela reflita. Tenho certeza de que terá um excelente resultado. Tenho a certeza que tocaria a população como um estímulo para pensar melhor o que querem para o futuro em nossa cidade.”
PENSAR É INEVITÁVEL
Convencido por esses argumentos, então compartilho com todos as perguntas formuladas:
Boa noite! [nome do amigo foi removido]:
Às vezes é inevitável pensar coisas do tipo: “Como deveria ser a cidade em que vivo?” ou “Como deveria funcionar uma cidade para ser reconhecida pelos cidadãos como uma boa cidade para se viver?” ou “Por que uma cidade não consegue ser boa para os seus cidadãos?” ou “Por que há tantas coisas ruins e que não funcionam na cidade?” ou “Por que uma cidade permanece tanto tempo, seguidamente, sendo mal administrada, como as coisas se não pudessem ser diferentes e melhores?” ou “Por que os administradores públicos de uma cidade são tão incongruentes?” ou “Por que se mantém a sensação de que nada pode mudar e, ao contrário, tudo será sempre igual antes?”. “Por que os cidadãos agem como se tudo estivesse bem, quando não está?” “Por que esses homens públicos, também chamados de políticos, são tão iguais entre si e repetem sempre a mesma maneira de pensar e enxergar a realidade?”.
“Em suma, o que faz com que eles acreditem que estejam fazendo as coisas certas sem ouvir a opinião dos cidadãos, como se estes fossem meros personagens de segunda classe facilmente iludíveis?” “Por que tentam criar tantas ilusões na cabeça das pessoas, mesmo que tenham perdido, ou nunca tenham tido, uma visão da realidade tal qual ela é?”
Bem, poderia continuar formulando muitas indagações até surgir uma delas que seria um bom, claro e certeiro diagnóstico, mas vou encerrar com um exemplo de que as coisas são como são: [foi removido porque o autor se sentiu constringido e que deveria adiar a citação para outro momento]. (C.R.)
CONTRATEXTO: Depois de escrever e de contemplar essas linhas, imaginei que nada tivessem a ver com a realidade. E assim será, se assim parecer a você, autoridade da nossa querida cidade.
